Ponto 1 Bar

O bar mais antigo de Barão Geraldo

O bar
Por André Hernandez
, sócio do bar, ao lado dos seus irmãos Alexandre e Ademar.

O Ponto 1 foi inaugurado como uma mercearia em 1978 por meu pai e minha mãe, Benedito e Benita, aqui mesmo onde ainda estamos, na Vila Santa Isabel. Naquele tempo, o bairro era, em grande parte, sem asfalto e os postes, todos de madeira.

O Ponto 1 em 1978

O Ponto 1 em 1978

Naquela época, a mercearia era uma simples vendinha do bairro, onde se encontrava de tudo, de cerveja e cachaça a isqueiro, lata de óleo e sardinha. Meu pai costumava assar frango e costela aos domingos, quando o Ponto 1 ficava lotado de gente. A gente devia vender pelo menos uns 200 frangos por domingo, fácil. Me lembro como se fosse hoje, apesar de eu ser ainda muito novo.

Durante um tempo, o Ponto 1 chegou a ter três mesas de bilhar e ser bastante frequentado pelos “tiozões” do bairro. Uma coisa engraçado daqueles tempos é que ninguém pagava nada na hora. Era tudo fiado, anotado na caderneta. Bons tempos aqueles. Hoje seria impraticável fazer isso. A balança Filizola vermelha daquela época nós fazemos questão de mantê-la aqui no bar, assim como a coleção de latinhas.

A balança Filizola vermelha dos tempos da mercearia

A balança Filizola vermelha dos tempos da mercearia

Depois, meu pai e minha mãe perceberam que a clientela havia mudado, passando a receber mais gente jovem, com a chegada das faculdades, como a Unicamp. Aí o Ponto 1 passou a funcionar também como uma lanchonete, com lanches e porções fazendo parte do cardápio. Meu pai costumava fazer porções com arroz, era tipo um restaurante também.

Quando a Moradia da Unicamp chegou aqui, os estudantes começaram a frequentar o Ponto 1. Tinha um monte de “bicho-grilo” por aqui! Meus pais se assustaram um pouco com isso, tanto é que chegaram a colocar uma placa, que dizia “Ambiente estritamente familiar. Respeite para ser bem recebido”.

Os estudantes falavam que meus pais estavam descriminando o pessoal mais “alternativo”, mas não era nada disso. Eles estavam um pouco assustados mesmo, “da roça” que eram.

O Ponto 1 hoje

O Ponto 1 hoje

Só temos a agradecer aos “bicho-grilo” daquela época. Foi a partir deles que o Ponto 1 tomou uma nova cara, de bar mesmo.

Lá pelo meio dos anos 90, como eu e meus irmãos já estávamos crescidinhos, a transição do bar foi algo natural. Tomamos o bar como o negócio de nossas vidas. Eu assumi de vez a cozinha e os meus irmãos o atendimento no salão.

Olhando para trás, vejo que o bar mudou bastante. Chegamos até a ganhar o prêmio de melhor boteco de Campinas, da revista “Veja”, em 2009. E estamos sempre em busca de melhorar o bar.

Sinta-se à vontade no Ponto 1 e, se quiser falar com a gente, nosso e-mail é o contato@ponto1bar.com.

Ademar, Alexandre e André

Ademar, Alexandre e André